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sexta-feira, 6 de julho de 2012

Vichy, famille d'accueil e o CAVILAM

Para aqueles que não sabem, antes de ir para a universidade, passarei dois meses numa cidadezinha chamada Vichy fazendo um curso intensivo de francês, oferecido pelo Campus France.

Chegamos em Paris no sábado e no dia seguinte partimos à Vichy com os outros estudantes das Centrales (brasileiros, chilenos, chineses, japoneses...). Foram cerca de 6 horas de viagem e bem cansativo. Os ônibus são menos confortáveis que os do Brasil e ainda tivemos uma carretinha para levar as malas (que eram muitas!). A paisagem no caminho era muito bonita, mas pena que eu não cheguei a ver tudo pois dormi um pouquinho no ônibus rs.




Vichy é uma cidade pequenininha, perto de Lyon. Está cheia de estrangeiros nas férias de verão, todos fazendo o curso de francês. É bastante conhecida por possuir uma fonte de eau thermale, usada para fins medicinais. E, também, aquela marca de dermocosméticos bem conhecida, e um pouco cara no Brasil, "Vichy" é daqui! Chegando, fomos direto para a entrada do CAVILAM (a escola de francês) onde as famílias estavam nos esperando e também recebemos um envelope com algumas informações práticas do Cavilam.

Estou morando na casa de uma senhora de 64 anos, aposentada, sem animais de estimação e um pouco fumante (ela já está sabendo que tenho rinite!). Comigo também mora uma chinesa que parece ser bem simpática (mas ela fala muito, muito pouco).

Chegando na casa, tivemos que subir todas as malas pro segundo andar. Momento tristeza. Era eu e a "uê" (tentativa de escrever a fonética do nome da chinesa, eu não sei nem falar direito) subindo com uma mala de cada vez, foi bem triste essa parte :(

Recebemos nosso quarto, as chaves da casa e ajeitamos um pouco as coisas antes de jantar. Abri minhas malas e espero, realmente, que consiga fechá-la novamente quando for para Nantes! Nossa mère d'accueil  (a senhora que é dona da casa) nos explicou algumas regras. Algumas são meio bizarras (como ter que tirar o sapato logo que entra e ter um chinelo SOMENTE para usar dentro de casa), mas o que mais me deixou feliz foi ela não reclamar dos banhos! \o/

Jantamos. Liguei o computador e... voila! O sinal de wifi não chega no meu quarto :( Só posso usar o computador na sala ou na cozinha da casa, droga!



Sobre o curso de francês:

Fazemos aula no CAVILAM, uma escola de francês para estrangeiros muito conhecida aqui na França.




Segunda-feira fizemos uma prova de nivelamento, que ao meu ver foi MUITO mal aplicada.
A tarde tivemos nossa primeira aula de gramática e cada brasileiro ficou, praticamente, em uma sala diferente. Eu e o Luiz estamos na mesma sala, mas entramos numa de nível bem baixo e quase dormíamos na aula. Obviamente, logo no segundo dia pedimos para mudar de nível e deu tudo certo.
Depois do almoço, temos o atellier. É uma aula mais dinâmica e com menos estudantes na sala. São temáticas e cada um pode escolher o tema entre: compreensão oral, compreensão escrita, teatro, vocabulário, assuntos universitários e preparação para exames oficiais (DELF, DALF). Comecei pelo 'compreensão oral' e pretendo trocar e experimentar todos os tipos de atellier durante esses dois meses. Cai num grupo de nivel baixo também, mas fiquei essa semana para dar uma relembrada principalmente em vocabulário e semana que vem já subo alguns níveis!
O mais legal de tudo é que tem tudo quanto é tipo de nacionalidade no CAVILAM. Na minha sala tem gente dos EUA, Japão, Corea, Lituânia, Bulgária, México, Suíça, República Tcheca e Polônia. Além do francês, aprendemos muita coisa sobre cultura e história desses países também!
Minha rotina vai ser assim, então. Aula "teórica" todos os dias (segunda à sexta) e atellier de terça à sexta. 
A escola também promove atividades esportivas e de lazer. Claro, temos que pagar pela maioria, mas é tudo muito bem organizado!

Entrada do CAVILAM


Lista com as salas e prédios das aulas




Abri minha conta no banco e estou esperando meu cartão chegar para poder comprar celular (sim, eles pedem cartão de um banco daqui para quem pretendo comprar pós-pago!).
Estou conhecendo a cidade pouco a pouco, fazendo passeios a pé logo após o final das aulas.

E uma coisa mexe com meu relógio biológico: aqui o sol se põe às 22h30. O dia todo está claro, e isso é muito bom! Mas confesso que estou meio perdida ainda!

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