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terça-feira, 31 de julho de 2012

O "14 juillet" e visita a Thiers

Não, não esqueci do blog!
Estou com uma vida bem corrida aqui em Vichy (uma correria bem boa, com muitos passeios e coisas legais para fazer :D)

Fazem duas semanas já, mas no dia 14 de julho ocorreu uma pequena festa aqui. Para aqueles que não sabem, é o feriado mais importante do calendário francês pois relembra a Revolução Francesa e a queda da Bastilha. Conhecido aqui como "Fête Nationale", esse dia promete diversas comemorações em várias cidades do país.

Alguns brasileiros foram para Paris para assistir os desfiles na Champs-Élysées e os maravilhosos fogos de artifício junto à Torre Eiffel. Confesso que foi uma proposta bem convidativa, já que sempre tive vontade de assistir a esta comemoração na capital francesa, mas a situação financeira de início de intercâmbio não permitiu rs (sim, teve gente que gastou mais de 200 euros nessa brincadeira de ir à Paris!). Há aqueles que foram assistir o espetáculo em Lyon, a terceira maior cidade francesa. Esse passeio foi promovido pelo Cavilam.

Eu e o resto dos brasileiros que optaram por não fazer nenhuma dessas viagens ficamos em Vichy. Houve um espetáculo de fogos muito bonito a noite, por volta das 22h30/23h (horário que anoitece!) perto do rio Allier. Estava bem lotado e foi muito, muito emocionante.

 


Tudo bem que não deve ter sido o mesmo show de Paris, mas só de ver aquela comemoração já começou a passar um monte de coisas pela minha cabeça, o quanto eu tinha sonhado em assistir aquilo em terras francesas. Foi demais!

Filmei parte do espetáculo, se tiverem paciência para assistir o vídeo abaixo eu recomendo. :D.



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THIERS: A CAPITAL FRANCESA DA CUTELARIA

UNICAMP em Thiers!



Domingo, 15 de julho, eu e alguns unicampers fomos à Thiers. É uma cidade pequena que fica perto, cerca de 1h de ônibus, e é bem famosa pela cutelaria: a arte de fazer facas artesanalmente. É uma cidade com características bem marcantes da época medieval, as ruas são bem estreitas e inclinadas e as casas dão direto para a rua. Fizemos um pequeno tour de trenzinho turístico, uma graça! Conforme íamos passando pelos lugares, a visita era guiada com pequenas informações.

 



Também fomos ao Musée de la Coutellerie, um museu contando a história desses objetos e com peças incríveis e muitíssimo bem trabalhadas expostas. Pudemos também ver o maquinário utilizado na fabricação dos objetos, com uma demostração de utilização. Valeu muito a pena esse passeio!


  












segunda-feira, 16 de julho de 2012

Primeiros dias e Clermont Ferrand


Não aguento mais comer iogurte.
É fato que o iogurte daqui é BEM mais saboroso, tem pedacinhos de fruta dentro (não é propaganda enganosa!) e é barato. Mas essa tem sido minha sobremesa e café da manhã nos últimos dias. Já experimentei todos os sabores, rs.
A comida está sendo bem diferente. No bandeijão do Cavilam há sempre uma refeição que consta em entrada, sobremesa, queijo, pão e prato principal. Vem bastante comida mas nem sempre é saborosa (como qualquer bandeijão!). Custa 3.05 euros.

 



Aqui na casa da família as coisas pioram um pouco em relação a isso, rs. Minha "mère d'accueil" parece um pouco preguiçosa para cozinhar, mas mesmo assim temos coisas diferentes no jantar. Já a deixei avisada que sou alérgica a peixes e frutos do mar (ufa!).


Falando um pouco dos primeiros dias: tudo é novidade! A cidade é bonitinha, sem morros e com pessoas educadas, já quebrando o pré-conceito de que os franceses são secos. Tem bastante parques aqui, onde as pessoas gostam de sentar na grama e ficar conversando. Tem uma pequena praia na beira do rio e todas as lojas estão em liquidação (uma perdição rs). 

 

l'Opéra de Vichy com alguns brasileiros


Rio Allier

Esplanade de l"Allier





CLERMONT FERRAND

Em nossa primeira viagem fomos à Clermont Ferrand com o Cavilam, passar uma tarde. É uma cidade grande próxima de Vichy com ruas bem íngremes e, para nosso azar, pegamos um pouco de chuva. A Catedral de lá é enorme e num estilo bem gótico. Foi construída toda em pedra, e pedra vulcânica (por isso a cor escura). A cidade tem umas praças muito bonitas, mas não deu tempo de ver tudo!

 



sexta-feira, 6 de julho de 2012

Vichy, famille d'accueil e o CAVILAM

Para aqueles que não sabem, antes de ir para a universidade, passarei dois meses numa cidadezinha chamada Vichy fazendo um curso intensivo de francês, oferecido pelo Campus France.

Chegamos em Paris no sábado e no dia seguinte partimos à Vichy com os outros estudantes das Centrales (brasileiros, chilenos, chineses, japoneses...). Foram cerca de 6 horas de viagem e bem cansativo. Os ônibus são menos confortáveis que os do Brasil e ainda tivemos uma carretinha para levar as malas (que eram muitas!). A paisagem no caminho era muito bonita, mas pena que eu não cheguei a ver tudo pois dormi um pouquinho no ônibus rs.




Vichy é uma cidade pequenininha, perto de Lyon. Está cheia de estrangeiros nas férias de verão, todos fazendo o curso de francês. É bastante conhecida por possuir uma fonte de eau thermale, usada para fins medicinais. E, também, aquela marca de dermocosméticos bem conhecida, e um pouco cara no Brasil, "Vichy" é daqui! Chegando, fomos direto para a entrada do CAVILAM (a escola de francês) onde as famílias estavam nos esperando e também recebemos um envelope com algumas informações práticas do Cavilam.

Estou morando na casa de uma senhora de 64 anos, aposentada, sem animais de estimação e um pouco fumante (ela já está sabendo que tenho rinite!). Comigo também mora uma chinesa que parece ser bem simpática (mas ela fala muito, muito pouco).

Chegando na casa, tivemos que subir todas as malas pro segundo andar. Momento tristeza. Era eu e a "uê" (tentativa de escrever a fonética do nome da chinesa, eu não sei nem falar direito) subindo com uma mala de cada vez, foi bem triste essa parte :(

Recebemos nosso quarto, as chaves da casa e ajeitamos um pouco as coisas antes de jantar. Abri minhas malas e espero, realmente, que consiga fechá-la novamente quando for para Nantes! Nossa mère d'accueil  (a senhora que é dona da casa) nos explicou algumas regras. Algumas são meio bizarras (como ter que tirar o sapato logo que entra e ter um chinelo SOMENTE para usar dentro de casa), mas o que mais me deixou feliz foi ela não reclamar dos banhos! \o/

Jantamos. Liguei o computador e... voila! O sinal de wifi não chega no meu quarto :( Só posso usar o computador na sala ou na cozinha da casa, droga!



Sobre o curso de francês:

Fazemos aula no CAVILAM, uma escola de francês para estrangeiros muito conhecida aqui na França.




Segunda-feira fizemos uma prova de nivelamento, que ao meu ver foi MUITO mal aplicada.
A tarde tivemos nossa primeira aula de gramática e cada brasileiro ficou, praticamente, em uma sala diferente. Eu e o Luiz estamos na mesma sala, mas entramos numa de nível bem baixo e quase dormíamos na aula. Obviamente, logo no segundo dia pedimos para mudar de nível e deu tudo certo.
Depois do almoço, temos o atellier. É uma aula mais dinâmica e com menos estudantes na sala. São temáticas e cada um pode escolher o tema entre: compreensão oral, compreensão escrita, teatro, vocabulário, assuntos universitários e preparação para exames oficiais (DELF, DALF). Comecei pelo 'compreensão oral' e pretendo trocar e experimentar todos os tipos de atellier durante esses dois meses. Cai num grupo de nivel baixo também, mas fiquei essa semana para dar uma relembrada principalmente em vocabulário e semana que vem já subo alguns níveis!
O mais legal de tudo é que tem tudo quanto é tipo de nacionalidade no CAVILAM. Na minha sala tem gente dos EUA, Japão, Corea, Lituânia, Bulgária, México, Suíça, República Tcheca e Polônia. Além do francês, aprendemos muita coisa sobre cultura e história desses países também!
Minha rotina vai ser assim, então. Aula "teórica" todos os dias (segunda à sexta) e atellier de terça à sexta. 
A escola também promove atividades esportivas e de lazer. Claro, temos que pagar pela maioria, mas é tudo muito bem organizado!

Entrada do CAVILAM


Lista com as salas e prédios das aulas




Abri minha conta no banco e estou esperando meu cartão chegar para poder comprar celular (sim, eles pedem cartão de um banco daqui para quem pretendo comprar pós-pago!).
Estou conhecendo a cidade pouco a pouco, fazendo passeios a pé logo após o final das aulas.

E uma coisa mexe com meu relógio biológico: aqui o sol se põe às 22h30. O dia todo está claro, e isso é muito bom! Mas confesso que estou meio perdida ainda!

quinta-feira, 5 de julho de 2012

A viagem!


Chegueeei na França!

Esse post está um pouco atrasado devido ao monte de coisas que tive que fazer aqui no início. Na verdade mesmo, cheguei em Paris por volta das 12h do dia 30 de junho.

Quinta à noite tive minha última prova do semestre. É horrível ter que fazer prova algumas horas antes de ir viajar, a pressão que criamos sobre nós mesmos é enorme!

Sexta-feira acordei cedinho para terminar de arrumar algumas coisas que ainda faltavam. Colocar cadeados nas malas, guardar o notebook, preparar a câmera, identificar as bagagens... Tudo arrumado, almocei na casa da vovó (que, por sinal, era aniversário dela) com a família e depois parti para Guarulhos/SP. Cheguei bem cedo no aeroporto, mas foi bom porque a fila para o check-in estava relativamente grande (e, inclusive, depois fiquei sabendo que teve gente que não conseguiu embarcar por falta de lugar :/). Despachando minhas duas lindas malas com 30kg cada, bastava esperar. E que espera angustiante!

Chegada a hora, me despedi da minha família (é a coisa mais, mais difícil!) e entrei na sala de embarque. A fila para passar pela Polícia Federal estava enorme, não deu tempo nem de olhar o free shop :(
Demoramos para entrar no avião, cerca de 40 minutos. Não sei dizer o porquê, mas fiquei sabendo que o príncipe da Holanda estava no vôo (e talvez o atraso tenha sido por causa disto, não sei). Consegui pegar janelinha no avião, bem no fundo. A decolagem foi o momento de mais medo (ok, minha última vez num avião foi aos 9 anos, logo consideremos que eu nunca tinha voado rs). Ver a cidade toda iluminada foi muito bonito! Houveram turbulências, mais do que eu previa mas não tive medo nem nada. As aeromoças falavam francês e inglês. Mas tinha uma francesa que sabia português! Adorei!

No avião


Por volta de 1h de vôo, serviram o jantar. Estava bem gostoso, sinceramente eu não esperava tanto. Tinha até vinho, cerveja e champagne! Depois do jantar, abaixaram as luzes e todo mundo começou a dormir. Eu dei umas cochiladas apenas, não consegui dormir. Assisti uns episódios de seriados na TV individual e depois me cansei daquilo. Levei vários livros na mochila, mas acabei nem lendo nada. E, nossa, que poltrona mais desconfortável! Se eu que sou baixinha já me senti apertada, imagina os outros... Não via a hora de chegar em Paris.

 
Mapa que tínhamos no avião e vista aérea de Paris


Depois de 11h, o piloto anuncia que estávamos próximos de pousar. Não tirei o olho da janelinha, consegui ver o Charles de Gaulle de cima e já fiquei muito, muito feliz! Estando em solo, demorou cerca de 20 minutos para podermos sair do avião, já que tem que dar uma volta enorme para estacionar (não sei se estacionar é a palavra adequada, rs).

Logo que saí do big-foot (Boeing B777-200)



O saguão de saída é enorme! O aeroporto em si é enorme, não chega nem aos pés de Cumbica. Tive que pegar metrô dentro do aeroporto para passar pela alfândega e buscar minhas malas. Incrível! E foi demais. Todo mundo falando francês, você vê tudo o que tinha visto por fotos e street viewer... É, o sonho realmente é real!


Hall de saída - CDG

Peguei minhas malas. Eram uma das últimas que estavam na esteira e, por incrível que pareça, consegui levantá-las rs. Logo na saída do terminal, havia um senhor com uma placa. Só falei um 'bonjour, c'est moi!" e ele já foi me ajudar com as bagagens para levar ao hotel. Fomos conversando em francês (claro, meu francês não é tão bom ainda), entendi tudo o que ele disse mas não respondia muita coisa. Ele falava até um pouco de português! Deixamos as malas no hotel, assinei os papéis do seguro-saúde e fomos buscar meu dinheiro da bolsa. Ele foi muito simpático, já quebrando o pré-conceito de que os franceses são secos e mal-educados.


Cheguei no sábado e iria partir à Vichy somente no domingo, com os outros alunos das Centrales. O pessoal chegava de pouco em pouco, e ficaríamos todos no mesmo hotel. Como a janta era por nossa conta, fomos ao centro de Paris para jantar e visitar um pouquinho a cidade. Para aqueles que não sabem, o aeroporto fica cerca de 30km de distância do centro. Jantamos à beira do Sena, vimos a Catedral de Notre Dame e, por MUITA sorte, pegamos o último trem de volta para o hotel, por 1 minuto. Ufa!

Cathédrale de Notre Dame


No Ibis, antes de partir à Vichy


No dia seguinte, tomamos café da manhã (e que café da manhã!) e partimos à Vichy, de ônibus. A viagem durou quase 6h. Daqui pra frente, assunto pra um outro post!