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sábado, 24 de dezembro de 2011

Processo seletivo: a entrevista

Conforme comentei no post anterior, uma das etapas que temos que passar durante a seleção para o programa de duplo diploma com as Écoles Centrales é a entrevista.

Os 25 alunos com os melhores CRPs que fizeram a inscrição são convocados para a entrevista com o comitê francês numa data e horário estipulado pela própria UNICAMP (estipulados pela CORI, pra falar a verdade rs)

Sabendo quando será feita, começa todo o medo e ansiedade até o tal dia. A entrevista, no meu ponto de vista (e acho que no de todo mundo), é a parte mais complicada. Esse ano foi numa quarta-feira, e bem naquela época em que estamos cheios de provas (já imagina o que acontece, não é mesmo?).

Os alunos seriam entrevistados a partir das 08h, e eu era a décima da lista com horário marcado para 10h15. Mas seguir os horários certinhos deve ser só coisa de inglês mesmo né, ou seja, os franceses estavam atrasados. Alguns chegaram logo após as 08h, mas parte deles estava em São Paulo (no dia anterior foi a entrevista na POLI-USP) e não imaginavam (creio eu) o trânsito que pegariam para chegar até aqui visto que era horário de pico nas duas cidades. E eu, preocupada com horários e ansiosa do jeito que sou (haha!), cheguei na FEEC para a entrevista as 07h30 e já tinha gente lá esperando.

Os franceses chegaram em duas turmas, sendo um grupo de cinco pessoas, cada um representando uma École. Eles foram bem simpáticos quando chegaram e passaram pelo lugar que estávamos. Ouvimos alguns bonjour, good morning e uma das moças até arriscou um bom dia! Mas nada, nada conseguia nos tranquilizar. Nem as palavras animadoras do Professor Pissolato (responsável pelo DD das Centrales na UNICAMP), mas foram de bastante importância para todos nós.
A entrevista realmente começou por volta das 09h15 e a primeira foi a Larissa, da comp. Ela estava muuuito nervosa, andando de um lado pro outro e o pior: tinha prova logo às 10h. Cada vez que saía alguém da sala, era um a menos para chegar a minha vez. O maior sofrimento. E cada vez chegava mais aluno para esperar pela entrevista, o hall de entrada da FEEC ficou parecendo um consultório médico haha!

Entre um aluno e outro, o comitê pega seu dossier e analisa tudo: CV, carta de motivação e histórico escolar. E só depois disso é que começam a entrevistar, em inglês ou francês (escolhi inglês por razões óbvias!).

É mais ou menos assim a
entrevista, rs
Era a minha vez. A adrenalina tomou conta, são apenas 15 minutos para mostrar o seu potencial, contar da sua vida e dizer que está totalmente preparado e apto para ir estudar na escola deles. Cinco franceses na sua frente, fazendo perguntas atrás de perguntas, e o Prof. Pissolato no fundo da sala, assistindo a entrevista.
Não são perguntas difíceis de se responder, mas precisa conhecer bem seu currículo, o que você escreveu na carta e suas perspectivas para o futuro profissional. A mais inesperada para mim foi "quantas horas você dorme por noite?" haha.




Para essa etapa (pelas outras anteriores e por várias ajudas) uma pessoa que tenho que agradecer muito, muito e muito é a Amanda. Ela estudou na Centrale Paris, já voltou para o Brasil, me orientou durante todo o processo, me contou da vida em Paris e, principalmente, me tranquilizou em relação à entrevista. Foi muito gentil comigo :)

E agradecer também àqueles que sofreram comigo (Gustavo, Avatar e Henrique - todos EE010 - e Wesley, da comp) e trocaram informações sobre o processo seletivo! Ao pessoal que está nas Centrales atualmente (Maurício e Helena, principalmente) e à todos aqueles que me apoiaram e incentivaram! Foram muito importantes (não vou citar nomes para não esquecer de ninguém) !

Acabada a entrevista, não há mais nada a fazer. Agora a parte mais angustiante: esperar pelos resultados. Assunto para o próximo post, não quero estender muito esse daqui :P



Feliz Natal para todos vocês!

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